O ser humano: ser ganancioso e egoísta, defende seus interesses e seu próprio bem-estar, sem se preocupar com os demais. Pensamentos e ações dessa natureza egocêntrica resultam na enorme desigualdade social que é realidade para grande parte dos humanos. Por maiores que sejam os esforços para mudar a situação e propiciar o bem-estar da comunidade, o desejo do próprio benefício é grande demais para permitir grandes iniciativas generalizadas de mudanças.
Em seu anseio por poder, o homem se esquece de sua origem e manipula abusivamente a natureza para seu enriquecimento, levando-a à destruição e esgotamento. Assim, além de destruir a sua própria espécie, destrói também o meio em que vive. Como a sua auto-destruição é consequência de seus próprios atos, o fim trágico pode ser dado como merecido. Mas, em sua ganância, arrastar junto o meio ambiente, que é livre de qualquer culpa, torna-se inaceitável.
Os animais, vegetais e demais seres vivos prejudicados parecem dignos de inocência, por sua nobre e humilde existência e falta de pensamento tão individualista e ganancioso como o nosso. Mas não. Todos os seres vivem uma acirrada e infinita competição pelo espaço, alimento e condições de sobrevivência. Ao longo do tempo uns, mais vitoriosos nessa luta que outros, vieram eliminando os demais, pois os recursos são limitados. Ou mais certo seria dizer que a natureza os eliminam, o que chamamos de seleção natural. Sobrevivem os mais bem adaptados a ela, por ela escolhidos. É a natureza que cria o mais resistente, e dessa forma deu a condição necessária para a evolução do mais forte de todos os seres, não devido a seu físico, mas sim a sua inteligência e capacidade de manipular e se aproveitar do meio à sua volta: o homem. A natureza criou o seu próprio destruidor.
A partir do momento que o ser humano foi desenvolvendo-se por si só, por sua capacidade, foi-se tornando cada vez menos submetido à natureza, à sua origem. Contra a correnteza ele nadou e pelo uso abusivo, agora os recursos naturais estão chegando ao esgotamento, somente para finalmente percebermos que o elo que nos liga ao ambiente natural é indestrutível.
Sem saber, a natureza pode ter criado a sua destruição, mas sendo ela que propiciou a nossa existência e nos permite continuar sobrevivendo, por que a destruiríamos?




