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domingo, 4 de abril de 2010

Cinema: Cadê os Morgan, Lembranças e Como treinar o seu dragão 3D

Nesse feriado fui ao cinema três vezes e não me arrependi (apesar de não ter estudado tanto quanto devia :P). Aí vai a minha opinião sobre os filmes, com o cuidado de não perder a graça para quem ainda quer assistir.

Cadê os Morgan?

Uma comédia romântica com Sarah Jessica Parker e Hugh Grant sobre um casal divorciado há pouco tempo que após testemunharem um assassinato precisam se isolar para se protegerem. O filme segue o seu gênero com conflitos amorosos, aquela inconstância de reconciliação, separação, reconciliação, até acabar de forma clichê com o casal junto. Lógico, porque se eles não ficassem juntos no final seria mais um drama que uma comédia romântica. Como além do conflito amoroso há também o conflito de se esconder do assassino, o filme acaba sendo um pouco mais interessante que outros do mesmo gênero. Um bom filme para dar umas risadas e se divertir.

Lembranças

Um filme com Robert Pattinson (e eu tenho certeza de 89% das pessoas só assistiram por causa disso) que não decepciona aqueles que gostam de drama. A história, a meu ver, não tem um conflito exatamente definido; é sobre dois adolescentes com vidas perturbadas e marcadas por mortes de entes próximos, que se conhecem de forma inusitada e os problemas que passam com suas famílias. Com enredo interessante e boa atuação, o filme entrete e é muito agradável. A única coisa que realmente me desagradou foi o final. De qualquer forma, recomendo o filme.

SPOILER:No final, quando as coisas parecem se resolver, o protagonista morre no atentado às torres gêmeas ¬¬. Me pareceu que todo o filme foi feito para você se surpreender no final, ter pena dos americanos e pensar: nossa, olha toda a tragédia que o atentado trouxe a eles... Além do que, não foi alguma coisa que encaixou perfeitamente no filme, pelo menos eu não vi muito sentido.

Como treinar seu dragão 3D

Filme de animação da Dreamworks sobre uma aldeia Viking que trava guerras constantes com dragões até que Soluço, um menino sem jeito para ser um guerreiro como os demais, descobre que os dragões podem não ser os vilões da história. A trama é muito legal e surpreendente, além do filme ser muito fofo. Achei que assistir em 3D vale a pena, pois deixa o filme muito mais real e é como se você estivesse dentro dele, além de ter umas partes bem elaboradas. Não tem muito o que dizer: assistam!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Show Coldplay 2010!

Chegamos às 15h no Estádio do Morumbi, a fila parecia estar enorme. Surpreendendo-nos e atendendo aos nossos desejos, às 16h os portões se abriam e a fila andava. Dentro de meia hora já estávamos acomodados em nossos lugares nas cadeiras inferiores vermelhas. Só mais 5 horas de espera restantes.
As horas passaram mais rápido do que o esperado. Depois de trocar de lado do estádio, comer muito chocolate, e chegar à conclusão que poderíamos ter chegado 3 horas mais tarde; começou o show de abertura, às 19:30.
A banda brasileira Vanguart que abriu o show não era agradável. Nada insuportável também, mas bem amadora e desinteressante. Por sorte, não ficaram muito tempo no palco. Um tempo depois veio a banda inglesa Bat For Lashes, com uma música alternativa ao estilo de Björk que, poderia não agradar a todos os ouvidos, mas era bem legal e profissional, já usando os telões e luzes, como não o fez a banda anterior.
Durante os shows de abertura, a impressão era de que o estádio estava vazio e, àquela hora, não havia mais esperanças de enchê-lo. Quebrando as expectativas, pessoas não paravam de chegar até depois das 21:45, quando o Coldplay finalmente entrou no palco, com Life in Technicolor, e o estádio lotou, abrigando 60 mil pessoas.

Não é preciso nem dizer qual não foi a euforia quando o momento tão esperado chegou, a banda entrou, e o Chris Martin ainda solta um “Muito Obrigado” em português! A emoção era demais. Era difícil decidir entre olhar para o telão, onde parecia que você estava assistindo à um DVD, com todos os cortes de câmera perfeitamente encaixados, ou olhar para o palco onde você via através de seus próprios olhos (não tão grande, mas vá lá) o Chris Martin e o resto da banda tocando!
E a emoção de ouvir a voz do Chris e saber que é AO VIVO! Receber agradecimentos do vocalista e seus pedidos para que cantemos junto! Olhos e ouvidos recebendo imagens estonteantes e doces sons. Luzes coloridas, imagens no telão, borboletas coloridas de papel voando... Tudo isso junto com a ótima performance da banda, do vocalista.
Apesar das fracassadas tentativas de cantar “Happy Birthday to you” ao Chris Martin, que completava 33 anos no exato dia, tivemos o deleite de ouvi-lo dizendo que não havia coisa melhor do que estar cantando para milhares de brasileiros no seu aniversário. Enfim, encabeçados pelo baterista, conseguimos cantar “Parabéns a você”, com todo o entusiasmo possível!

No dia seguinte, além de ter dormido apenas 2 horas e meia e ter ido pra escola, eu estava triste e deprimida pelo fato de o show ter acabado, e eu demorarei anos para que possa ver outro. Músicas do Coldplay não saiam da minha cabeça, e me parecia que eu nunca conseguiria ouvir de novo as músicas deles, pois elas me pareceriam mortas ao não serem ao vivo. Mas acho que isso já passou. Volta com alguns relapsos, mas estou bem de novo, e feliz! Meu estágio finalmente acabou e terei as minhas tardes livres!

Foto por Renata Almeida

Agradeço imensamente ao Coldplay por me ter proporcionado uma noite tão maravilhosa e inesquecível, e aos meus amigos que estavam ao meu lado e fizeram a noite completa!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Cinema: Holmes e New York

Esse fim de semana assisti a dois filmes no cinema: Sherlock Holmes e Nova Iorque, Eu te amo.

Sherlock Holmes foi bem como eu esperava, logo que vi o cartaz e o trailer; e da mesma forma foi meu pensamento logo ao sair do cinema: "bem legal, mas não precisava se chamar Sherlock Holmes." Não sou, nem fui, leitora assídua de Arthur Conan Doyle, mas li o suficiente pra que não conseguisse vincular o Sherlock dos livros com o que eu via na tela, devido às disparidades. A começar pela aparência, que foge daquele perfil padrão que a grande maioria tem na cabeça, inclusive eu, com o chapeuzinho, cachimbo... Depois a personalidade; achei o Sherlock do filme muito descontrolado e desorganizado. Mas, em geral, vale a pena assistir, o filme é bem divertido, a história é interessantezinha, lembra Anjos e Demônios, bastante ação, os atores estão bem, e o Watson faz um papel muito bom.

Bem diferente do estilo comercial de Sherlock Holmes, Nova York, Eu te amo, é um filme tipo cult, gênero romance e drama, que conta 12 histórias diferentes (com diretores diferentes), a princípio, sobre o amor. Eu diria que são, na verdade, sobre relacionamentos entre pessoas em geral. As histórias são às vezes quebradas pelas outras, não se sabe quando uma acaba e outra começa, às vezes elas se cruzam... Um pouco confuso. Logicamente elas se passam em Nova Iorque, e exploram o caráter multicultural da cidade, direta e indiretamente, o que me fez até ter vontade de passar um tempo por lá, mesmo não gostando muito de cidades grandes. Nem todas as histórias (ou nenhuma) têm um conflito muito explícito, por isso focam nos sentimentos e emoções das personagens. É um filme interessante e eu recomendo aos que não procuram um filme comum e clichê com final feliz.