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sábado, 9 de julho de 2016

Carta aos amados


Jan/Fev 2016 Olá pessoa que amo,
Queria conversar com você.
Queria que você soubesse que é especial pra mim e te amo. E que você é uma dentre todas as pessoas importantes que amo. E que amar tantas pessoas não me faz te amar menos.
Pessoa que amo, queria te pedir desculpas. Desculpa se não te dei muita atenção nos últimos tempos. Se falhei no carinho e na demonstração de amor. Esses tempos precisei me amar muito e cuidar de mim, pois eu estava fazendo demais por amar a humanidade e querer que todos sejam livres. Mas saiba que com certeza lembrei de você e pensei em você em meio às correrias. E pensei: nossa, faz tanto tempo que não dou amor praquela pessoa que amo, sinto a falta dela, queria vê-la, queria conversar, mas a vida não tá me permitindo. Aposto que algumas vezes fui conversar com você. Outras fui conversar com outras que amava. Às vezes, não consegui te ajudar, por precisar de outra que me desse forças.
Pessoa que amo, não hesite em vir falar comigo. Não pense que minha ausência quer dizer que não me importo. Saiba que ficarei feliz toda vez que contatar-me, e agradecerei por você tê-lo feito quando eu não consegui.
Pessoas que amo, continuem me amando, mesmo quando falho com vocês. Mesmo quando não consigo distribuir minha atenção tão bem, porque vocês são muitos, e não há tempo no mundo que seja suficiente pro tanto que gostaria de estar com cada um de vocês.

Aperto no peito

Tem hora que aperta
E a vontade é de me esconder
A saudades aperta
E quero o fim da distância
O ciúmes machuca
E penso em correr para longe


Vergonha de meus sentimentos
Irracionais, quase imorais
Dentro do idealismo que carrego
E então penso em solidão
Desejo um longo breve isolamento


O coração dói
A respiração se põe a ofegar
Ansiedade desperta
E a ânsia é por escuridão


Busco calar-me
Com o desejo de isolar minha dor
Mas o fogo é mais forte
E a vontade é de se alastrar


Sei que uma hora passa
Que o sol sai de trás das nuvens
E tudo volta a ser claro
As sombras deixam meu ser
E meus olhos podem voltar a brilhar

Cinzeiro

Queria que viessem em casa
Como em procisão
Que me dessem flores
Como em um velório

Não queria que corressem em auxílio
mas lamentassem
Uma rosa que murchou
E um fogo que se apagou

Talvez restassem fagulhas
Aquele carvão incandescente, sabe?
Que às vezes quando sopra até pega de novo
Mas que rapidamente perde seu calor

Talvez a respiração ofegante agora cessasse
Não se sabe se de calma ou de vazia
Talvez um brilho até voltasse

A um olhar sem vida

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Nova janela e mensagem para um amor

Os mecanismos da minha mente se ajustam
Novos sentimentos impressos nas memórias
Está chovendo
O cheiro é bom
Lava as impurezas do passado
E traz promessas de renovação
Vou lá aproveitar a chuva

Refletir e afagar minha mente tão calejada

Árvore da tranquilidade

Sinto uma felicidade
Não eufórica
Não é alegria
É calma
Serenidade


É a leveza de assuntos resolvidos
A certeza que amores rompidos
Foram o que podiam ser


A leveza da compreensão
O aceite das circunstâncias
E o mútuo acordo


Memórias em novas janelas
Impressões apagadas e remarcadas


Medos dissipados
Anseios acalmados
Tranquilidade

Isso é… um pedaço de felicidade